e assim nasceu uma fada gamer ‧₊˚❀.
- brfairyy
- 23 de ago. de 2025
- 2 min de leitura

Se você chegou aqui, provavelmente já me conhece e já sabe o quanto eu amo jogos. Mas eu já te contei como foi que essa paixão surgiu?
É engraçado que, apesar de eu jogar bastante desde criança, se alguém me perguntasse se eu era gamer entre os meus 8 a 18 anos de idade, provavelmente eu diria que não. Eu lia muito e me considerava uma leitora. Eu desenhava, fazia colagens e pinturas e me considerava uma artista. Porém eu jogava quase todos os dias e não passava pela minha cabeça que eu era gamer. Eu definitivamente era uma leitora - ainda sou - e uma artista.
E com toda certeza eu era muito gamer, eu só não sabia ainda.
Talvez porque os jogos da minha infância eram jogos de Adobe Flash Player ou jogos bobinhos para crianças que vinham em CD-ROM. Ou porque jogos online feitos especialmente para garotas não recebiam a devida importância. Ou porque ninguém que eu conhecia jogava a maioria do jogos virtuais que eu jogava diariamente - e que nem eram jogos tão underground assim.
Na adolescência eu passei horas diárias no Habbo Hotel, The Sims 2 e The Sims 3, IMVU, GTA San Andreas, GTA Vice City e muitos jogos de simulação. Mas se você me perguntasse, eu também não diria que eu era gamer.

Somente quando eu já era adulta (uns 18 ou 19 anos) e tive meu primeiro notebook bonzinho, meu Acer com processador Intel Core i5 6200U (que hoje sequer é tão bom assim), que eu passei a me considerar uma gamer "de verdade". Eu podia instalar a Steam e a Epic Games, conhecer mais e mais jogos e interagir com pessoas que tinham o mesmo gosto que eu. O próprio formato da Steam influenciou muito nisso: parecia uma rede social, só que todo mundo só falava e compartilhava sobre jogos. Eu adicionei pessoas, passeei pelos jogos e wishlists dos meus amigos gamers, me atualizava sobre lançamentos pela timeline da plataforma. Época de lançamento de jogo era divertido porque minha timeline inteira jogava a mesma coisa. E foi assim que eu passei a me considerar gamer: quando me senti parte de algo.
Hoje eu olho para trás e dou risada. Eu já era gamer no primeiro contato com o PC da família que ficava na sala de estar e eu abria Pinball, Campo Minado e Paciência para jogar ao invés de pintar no Paint. Eu já era gamer quando eu aproveitava meu tempo de tela no Click Jogos, jogos da Barbie e afins ao invés de ficar nas redes sociais da época. Eu já era gamer quando chegava da escola ansiosa para abrir GunBound e Dragon Fable ao invés de assistir o que estava passando na TV. Eu já era gamer quando eu gastei anos da minha vida no Habbo Hotel e The Sims. Ou nos CD-ROM de jogos que eu ganhava nos aniversários que eu ia.
Honestamente, eu nem sei ao certo quando eu comecei a jogar. Mas quando eu penso sobre isso, vejo que os jogos sempre fizeram parte da minha vida, desde que eu era criancinha. E acho que isso diz muita coisa.












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